Após um ano desligado, Grande Colisor de Hádrons volta a funcionar hoje

Se tudo sair conforme planejado, o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), projeto da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês), voltará a funcionar hoje à noite. Desenvolvido para recriar o Big Bang, o gigantesco aparato científico instalado na Suíça está parado desde setembro do ano passado, quando quebrou. Os reparos e o novo sistema de segurança teriam custado cerca de US$ 40 milhões (o equivalente a R$ 69,2 milhões).

, O Estadao de S.Paulo

20 de novembro de 2009 | 00h00

Os cientistas querem fazer com que raios de partículas subatômicas disparem na máquina e, em seguida, comecem a se chocar entre si. As primeiras colisões assinalarão o fim de um frustrante período para os pesquisadores, que viram o LHC quebrar após uma construção que durou oito anos.

As primeiras colisões ocorrerão com energias baixas, mas darão aos cientistas os primeiros dados reais com os quais poderão trabalhar.

A máquina - que ocupa um túnel de 27 quilômetros de extensão a 100 metros de profundidade da Terra, na fronteira entre França e Suíça - investigará alguns dos maiores mistérios do universo, provocando a colisão de partículas subatômicas entre si a uma velocidade próxima da luz.

Acredita-se que as colisões revelarão sinais impressionantes de uma nova física, que pode incluir novas dimensões do espaço e a supersimetria, teoria segundo a qual uma partícula do universo tem um companheiro invisível.

O LHC, que custou US$ 10 bilhões (R$ 17,3 bilhões), foi fechado em 2008 depois que uma faísca causada por fiação defeituosa abriu um buraco no colisor e provocou vazamento de hélio líquido, estragando os equipamentos ao seu redor e envolvendo-os em uma camada de gelo.

Os engenheiros levaram um ano para testar os cabos de toda a máquina e instalar medidas de segurança para prevenir outra catástrofe. No início deste mês, os trabalhos foram interrompidos após um curto-circuito desligar uma subestação elétrica. O incidente foi atribuído a um pedacinho de pão que um pássaro teria deixado cair durante o voo.

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