Aposentada morre após esperar 36h por vaga em UTI

Paciente deu entrada na unidade na terça-feira e recebeu o diagnóstico de suspeita de virose

Tatiana Fávaro, Agência Estado

20 Abril 2012 | 18h53

CAMPINAS - A aposentada Josefa Andrade, de 74 anos, morreu na unidade de Pronto Atendimento São José, em Campinas, nesta quinta-feira, 19, após 36 horas de espera por uma vaga em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em hospitais da cidade.

Josefa foi enterrada nesta sexta-feira. A paciente deu entrada na unidade na terça-feira e, segundo parentes, recebeu o diagnóstico de suspeita de virose. Ficou em uma maca da unidade e foi medicada, mas nos dias seguintes piorou e, após sinais de insuficiência respiratória, foi entubada. Seguindo o trâmite normal, o pronto atendimento acionou a central de vagas de urgência e emergência, que deu início à busca por um lugar em uma UTI.

Segundo informou o secretário de Saúde, Fernando Brandão, Campinas perdeu 77 leitos comuns no ano passado e conta hoje com 563 leitos comuns e 62 leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) para UTI regulados pelo município. "Até então não havíamos tido problemas com UTI. Ontem (quinta) ocorreu uma situação de pico, com ocupação de 100% e a necessidade de manter essa paciente no pronto atendimento", afirmou.

Segundo disse o secretário, os pronto atendimento possuem condições de garantir estabilização clínica do paciente. "Não sabemos se seria diferente se ela estivesse em uma UTI", disse.Para o secretário, não houve negligência. "Vamos avaliar o caso, mas não abri sindicância, pois foi todos os esforços, dentro das condições, foram feitos", afirmou.

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