Apta estuda bataticultura orgânica

Está em teste a resistência a doenças de algumas variedades de batata num cultivo sem o uso de agrotóxicos

O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2007 | 02h57

Uma pesquisa que vem sendo desenvolvida desde 2002 pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura de São Paulo, comprova que é possível produzir algumas variedades de batata em sistema orgânico. Os plantios para estudo estão sendo feitos em áreas experimentais na instituição, em Monte Alegre, e em lavouras de um produtor parceiro do projeto, em Socorro. Até agora, foram analisadas dez variedades. Cinco demonstraram resistência a doenças, inclusive à requeima, uma das vilãs da cultura.De acordo com o pesquisador Joaquim Adelino, que conduz as pesquisas, no experimento em Socorro o produtor Elias Rodrigues de Moraes, parceiro do projeto, fez o controle preventivo à base de calda bordalesa. As variedades ibitu-açu, apuã, aracy, itararé e catucha mostraram bastante resistência e a produtividade foi entre 16 e 20 quilos por parcela (de 10 metros quadrados). A variedade ágata apresentou resistência intermediária, produzindo 8 quilos. As variedades asterix, cupido, melody e éden não mostraram resistência e tiveram ocorrência da requeima. Nessas lavouras, a produção variou de 800 gramas a 2,1 quilos por parcela.Sem doençaNas lavouras experimentais da Apta não foi usado nenhum tipo de controle preventivo e a doença não surgiu. Entretanto, a produtividade foi menor, variando de 8 a 12,5 quilos por parcela. A requeima é uma doença fúngica e exige aplicações de defensivos a cada dois dias, o que eleva o custo de produção e a mão-de-obra.O alto custo com agrotóxicos foi um dos motivos que levaram o produtor Elias de Moraes a trocar o sistema convencional pelo orgânico, há dez anos. ''O estudo vai ajudar a escolher a variedade mais adaptada ao sistema orgânico na região'', diz ele, que já planta as variedades ibitu-açu e apuã há um ano e meio. Este ano, a produtividade das lavouras de Moraes ficou entre 15 e 20 toneladas/hectare. Antes das pesquisas, o produtor diz que usava outras variedades, como a monalisa, e a produtividade era de 10 a 12 toneladas/ha.INFORMAÇÕES: Apta Leste Paulista, tel. (0--19) 3899-1286

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