Arábia Saudita proíbe importação de carne do Brasil

A Arábia Saudita, que está entre os dez maiores compradores de carne bovina do Brasil neste ano, proibiu as importações do produto brasileiro, informou o Ministério da Agricultura nesta terça-feira.

Reuters

18 Dezembro 2012 | 10h01

A suspensão ocorre por conta de um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), doença conhecida como mal da vaca louca.

O embargo ocorre apesar de o governo brasileiro afirmar que o país não teve registro da doença.

A Arábia Saudita se junta a outros países que suspenderam as compras de carnes do Brasil.

Japão, África do Sul e China, importadores pouco representativos do produto brasileiro, já haviam suspendido as compras na semana passada.

Na segunda-feira, o Egito informou a suspensão das compras de carne do Paraná, onde o caso não clássico da doença foi registrado em 2010 em uma vaca.

O Egito, diferentemente de Japão, África do Sul e China, é um grande importador. A restrição, porém, vale apenas para a carne do Paraná, o que deve limitar os impactos sobre as vendas do produto brasileiro.

De janeiro a outubro, a Arábia Saudita importou 31,3 mil toneladas de carne do Brasil, de um total de 1,02 milhão de toneladas. Em receita, as compras representaram 143,5 milhões de dólares.

Uma vaca de 13 anos mantida para fins de procriação morreu no Paraná de outras causas em 2010 e nunca desenvolveu a doença. Mas um teste realizado no animal acusou um resultado positivo para o agente causador da doença, uma proteína chamada príon, que pode ocorrer espontaneamente em bovinos mais velhos.

Nesta condição, os animais são classificados como tendo "EEB atípica".

No dia 7 de dezembro de 2012, a OIE (Organização Mundial de Saúde Animal), em comunicação oficial, manteve a classificação do Brasil como país de risco insignificante para a EEB, confirmando que o Brasil é livre da doença.

"Esta classificação tem sido seguida por importantes países e blocos consumidores", afirmou o frigorífico Minerva nesta terça-feira em nota ao mercado, esclarecendo que as vendas para a Arábia Saudita representaram aproximadamente 2,5 por cento do faturamento bruto da companhia no acumulado do ano.

(Por Patrícia Monteiro e Roberto Samora)

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