Aracruz calcula em US$2,13 bi perda com derivativos

A maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo, Aracruz, anunciou nesta terça-feira que eliminou 97 por cento de sua exposição a instrumentos derivativos de investimento, sofrendo uma perda total de 2,13 bilhões de dólares. A companhia anunciou que chegou a acordo com bancos contrapartes da empresa em várias operações com derivativos no qual vão negociar "de boa-fé", até 30 de novembro, os termos da reestruturação dos valores devidos nessas operações. Procurada, a assessoria de imprensa da companhia informou que a empresa não se manifestar além da divulgação do acordo com os bancos. As ações da companhia chegaram a disparar mais de 10 por cento, no início dos negócios da Bovespa. Mas às 11h31, os papéis perdiam força, operando em alta de 7,66 por cento, enquanto o Ibovespa subia 2,65 por cento. A empresa assustou o mercado em setembro quando divulgou que as perdas com contratos de derivativos poderiam ter ultrapassado o limite acertado com o conselho de administração. Desde então, a empresa, que está envolvida em um processo de fusão com a Votorantim Celulose e Papel, trocou de diretor financeiro, suspendeu projetos de expansão e ainda não realizou conferência para discutir seus resultados de terceiro trimestre, quando sofreu um prejuízo de 1,642 bilhão de reais. (Reportagem de Alberto Alerigi Jr.; Edição de Vanessa Stelzer)

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