Arcebispo do Rio declara apoio a projeto ''ficha limpa''

Em ato na sede da Arquidiocese do Rio de Janeiro, o arcebispo d. Orani Tempesta apoiou publicamente ontem o projeto da "ficha limpa", que visa a alterar a Lei de Inelegibilidades para impedir a candidatura de políticos condenados ou com denúncia acolhida por causa de crimes graves.

Wilson Tosta, RIO, O Estadao de S.Paulo

12 de março de 2010 | 00h00

O projeto, relatado pelo deputado Índio da Costa (DEM-RJ), será entregue ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), na quarta-feira. Deputados prometem votá-lo neste semestre. Depois, o tema ainda dependerá de apreciação dos senadores.

Pela proposta original - de iniciativa popular e com apoio de 1,6 milhão de assinaturas -, racismo, homicídio, estupro, tráfico de drogas e desvio de verbas públicas estariam entre os delitos que poderiam impedir um candidato de concorrer em eleições.

"A Igreja tem uma preocupação com a ética, a moral e o bem comum da sociedade", disse d. Orani. "Precisamos de homens públicos que respeitem a consciência cristã."

Entre os participantes, estavam deputados de posições políticas diversas, como Chico Alencar (PSOL-RJ), Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ) e o relator Índio da Costa. "Esse projeto tem todas as virtudes e qualidades", disse Chico Alencar. "Primeiro porque respeita a Constituição e também porque tem o dom de manter o vínculo do representante com o representado."

Entre os motivos para decretação da inelegibilidade estão a renúncia a cargos públicos para evitar a abertura de processo por quebra de decoro, compra de votos e uso eleitoral da máquina administrativa.

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