Arcebispo do Rio tenta tranquilizar fiéis no Vaticano

Em entrevista à Rádio Vaticano, emissora oficial da Santa Sé, na quarta-feira, 19, o arcebispo do Rio, d. Orani Tempesta, tranquilizou os fiéis que virão ao Rio para a Jornada Mundial da Juventude, daqui a um mês, com relação aos protestos que vêm sendo realizados na cidade. "Isso não causa preocupação ou insegurança para as pessoas, porque essas manifestações acontecem em lugares específicos da cidade, com a polícia presente. Esses exageros são minoritários e procuram ser coordenados pela polícia", disse o arcebispo.

ROBERTA PENNAFORT, Agência Estado

20 de junho de 2013 | 20h01

Segundo a Arquidiocese do Rio, o Vaticano não demonstrou apreensão quanto às manifestações - cujas imagens vêm estampando páginas de jornais pelo mundo, com destaque tanto para a forte mobilização causada pela insatisfação popular quanto para a violência nos confrontos com a polícia. Na entrevista, o locutor afirma que o assunto é notícia em Roma e tem gerado questionamentos.

O arcebispo elogiou o caráter popular dos atos. "É um movimento que surgiu através das mídias sociais, uma certa busca dos estudantes universitários que não se resume à questão do passe livre. É contra a corrupção, por um país mais justo, mais humano, com mais saúde e educação. Faz parte de um país democrático e demonstra a voz do povo."

E ponderou: "Por outro lado, é claro que sempre tem alguns grupos infiltrados que acabam fazendo violência contra policiais e patrimônio público, e que têm causado preocupação. Conversando com autoridades ontem (terça-feira) me disseram que nada disso afeta a Jornada, que continua bem tranquila nesse sentido, tem a sua missão a ser levada adiante."

Ele lembrou que os manifestantes são jovens como os católicos que vêm participar do encontro. "Temos valores cristãos que também querem mudar o mundo, com coração, com justiça e paz. Eles podem dar olhar diferente para as reivindicações aqui no Brasil, que agora acontecem às vezes levadas por alguns partidos. A maioria é com desejo de buscar tempos melhores. Nós queremos a diferença com os valores cristãos. Vemos a Jornada como uma oportunidade de transmitir esses valores para os jovens e a sociedade."

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