Área de biológicos cresce mais

O mercado de medicamentos biológicos é o que mais cresce no mundo - estima-se que, em dez anos, ele seja o principal foco da indústria farmacêutica. "O futuro da indústria passa pelo investimento em biotecnologia. Não faz mais sentido investir recursos em drogas feitas com síntese química", diz Odnir Finoti, presidente da Pró-Genéricos.

FERNANDA BASSETTE, O Estado de S.Paulo

03 Março 2012 | 03h06

Para Finoti - que afirmou desconhecer o fato de ter sido cotado para assumir a presidência da BioBrasil -, a ideia do País de juntar vários laboratórios nacionais para investir na criação de uma única empresa voltada para a produção de remédios biológicos é oportuna e é a tendência.

Ele explica que os investimentos nessa área exigem montantes milionários e o risco de não chegar a nada é muito grande. "Faz todo sentido ter mais de um investidor, porque assim você divide o risco. Fazer um medicamento por comparação, por exemplo, custa cerca de R$ 100 milhões e demora cinco anos."

Os produtos biológicos são feitos com base em seres vivos, enquanto os tradicionais são feitos por meio de substâncias químicas. São drogas específicas e mais eficazes - muitas são usadas para tratar câncer, doenças raras e doenças autoimunes.

Muitos são administrados em ambiente hospitalar e custam caro. Em geral, são adquiridos pelo governo - daí o interesse em investir em uma fábrica nacional. "Medicamentos biológicos são a coqueluche do momento. E os governos estão se estruturando para isso. Essa é a grande oportunidade para a indústria farmacêutica", afirmou Finoti.

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