Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Áreas rurais ainda estão sem água e energia no RJ

Trinta dias após a tempestade que devastou partes de sete municípios da região serrana do Rio de Janeiro, áreas rurais ainda estão sem água e energia elétrica, o que impede a retomada da produção agrícola. A recuperação total da zona rural pode levar até dois anos, segundo estimativa da Secretaria de Agricultura do Estado, uma vez que cerca de 500 pequenas pontes ainda precisam ser recuperadas para permitir o transporte dos alimentos plantados na região.

BRUNO BOGHOSSIAN, Agência Estado

10 de fevereiro de 2011 | 17h55

Aproximadamente 3.200 famílias tiveram suas lavouras afetadas pelos alagamentos e deslizamentos de terra que atingiram sete municípios do Rio no dia 12 de janeiro. Alguns campos ficaram cobertos por camadas de até 50 centímetros de lama e por toneladas de pedra. Toda a colheita se perdeu e as plantações que resistiram começaram a morrer devido aos danos em máquinas, sistemas de irrigação e redes de energia.

Hoje, o Ministério do Desenvolvimento Agrário anunciou a liberação de R$ 71 milhões em linhas de crédito e recursos a fundo perdido para a recuperação da agricultura familiar da região serrana. As lavouras dos municípios atingidos pela chuva representam 28,5% da produção agrícola do Estado. "Um dos objetivos dessas medidas é impedir a migração dos produtores para o ambiente urbano, quebrando o vínculo com o ambiente rural e ampliando o risco de ocupações irregulares nessas cidades. Essa seria uma segunda tragédia", afirmou o secretário de Agricultura do Rio, Christino Áureo.

Segundo a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio (Fetag-RJ), grande parte dos pequenos produtores ainda não conseguiu retomar a produção pois não têm acesso a crédito. Além disso, há terrenos arrasados que só poderão ser recuperados com a ajuda de grandes máquinas. "Sabemos que essa ajuda não vem de uma hora para a outra, mas o agricultor precisa de crédito para produzir. É difícil conseguir esse dinheiro em bancos comuns", avalia a diretora da Fetag-RJ, Maria Luciana da Silva Alves.

Autoridades também darão início a vistorias em 2 mil casas afetadas pela chuva na zona rural, uma vez que as áreas urbanas haviam sido privilegiadas nas últimas semanas. O objetivo é evitar a reocupação desses imóveis e incentivar a produção a partir de técnicas que reduzam o impacto ambiental, como a rotação de culturas e o descanso da terra.

"A agricultura familiar produz alimentos de melhor qualidade e a preços mais acessíveis, então tomamos essas medidas para dar melhores condições de produção e de vida aos agricultores, mas também acesso aos alimentos à população", disse o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.