Argélia vai encerrar 19 anos de lei de emergência, diz governo

O estado de emergência em vigor há 19 anos na Argélia será encerrado dentro de alguns dias, disse nesta segunda-feira o ministro de Relações Exteriores do país, Mourad Medelci, que descartou a possibilidade de que recentes protestos no país possam chegar ao ponto dos que ocorreram na Tunísia e Egito.

REUTERS

14 de fevereiro de 2011 | 07h26

O estado de emergência foi instituído em 1992 e o governo está sob pressão de grupos de oposição para removê-lo, inspirados pelas manifestações de protesto na Tunísia e no Egito, que resultaram na deposição dos líderes desses países.

No sábado centenas de pessoas foram às ruas da capital, Argel, e grupos oposicionistas disseram que vão promover manifestações semanais até que haja uma mudança de governo.

"Nos próximos dias, falaremos sobre isso (o estado de emergência) como se fosse algo do passado", disse Medelci, em entrevista à rádio francesa Europe 1. "Isso significa que em Argel teremos o retorno da lei que permite completa liberdade de expressão, dentro dos limites da lei", declarou.

Os protestos recentes foram organizados por grupos minoritários com pouco apoio, afirmou o ministro, avaliando que não há risco de deposição do governo, como nos dois países vizinhos.

No entanto, ele indicou que o governo pode estar disposto a fazer concessões: "A decisão de mudar o governo depende do presidente, que avaliará a possibilidade, como já fez no passado", disse ele. "A Argélia não é a Tunísia ou o Egito", acrescentou.

(Reportagem de Vicky Buffery)

Tudo o que sabemos sobre:
ARGELIAEMERGENCIATERMINO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.