Argentina declara folga administrativa para combater gripe H1N1

O governo argentino declarou nesta terça-feira folga administrativa para sexta-feira, que junto com o feriado de quinta-feira causará um fim de semana prolongado, em medida para evitar a disseminação da gripe H1N1, que já provocou a morte de 60 pessoas no país.

REUTERS

07 Julho 2009 | 19h32

O governo evitou declarar um feriado nacional, mas pediu que entidades públicas e privadas tomem atitude similar, no momento em que a doença já atingiu cerca de 100 mil argentinos, segundo o ministro da Saúde, Juan Manzur.

O crescimento da doença na Argentina, que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou pandemia -- a primeira desde 1968 -- obrigou a suspensão de aulas em todo o país e suspensão de centenas de eventos.

As autoridades recomendaram à população evitar lugares com grande concentração de pessoas, enquanto o governo e empresas concederam licenças de trabalho aos grupos de risco, especialmente as grávidas, em meio a difusão de medidas-chave de higiene pessoal.

O temor de contágio, que na semana passada levou ao fim do estoque de máscaras e álcool em gel em todo o país, freava o movimento normal dos centros urbanos, com menores públicos em cinemas e teatros, assim como a centros comerciais, bares e restaurantes.

"Não (devemos) aproveitar um feriado prolongado para irmos (de viagem), é um pouco para se recuperar (...) é uma medida mais para ajudar a ficarmos em casa", disse a uma rádio Jorge San Juan, chefe de terapia intensiva do Hospital Muñiz, especializado em infectologia.

A Argentina é o terceiro país do mundo com maior quantidade de mortes causadas pelo vírus, depois do México e dos Estados Unidos, em uma pandemia que já provocou 437 mortes e 95.500 casos em todo o país.

(Reportagem de Walter Bianchi)

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