Arma apreendida pode ter sido usada na morte da juíza

Uma pistola foi apreendida ontem na casa do cabo Sergio Costa Júnior, um dos três PMs suspeitos do assassinato da juíza Patrícia Acioli. A arma é de calibre .40. Segundo a perícia feita no corpo da vítima, Patrícia foi morta com 21 tiros de calibres 38, .40 e .45. A polícia quer saber de que armas partiram os disparos.

TIAGO ROGERO, Agência Estado

13 de setembro de 2011 | 20h15

No 7º BPM, onde trabalhavam os PMs presos, no Grupo de Ações Táticas (GAT), 695 armas foram apreendidas - todos os revólveres e pistolas da unidade. Elas passarão por perícia no Instituto de Criminalística Carlos Eboli (ICCE).

Cerca de 90 policiais da Divisão de Homicídios (DH) cumpriram hoje 18 mandados de busca e apreensão nas casas de outros PMs do GAT e pessoas ligadas aos suspeitos. Após terem as prisões temporárias decretadas, os cabos Júnior e Jefferson de Araújo Miranda e o tenente Daniel dos Santos Benitez, que já cumpriam pena por outro crime na Unidade Prisional da PM, foram levados para a Divisão de Homicídios (DH).

O depoimento deles estava marcado para hoje à tarde. Na segunda, 16 mandados foram cumpridos nas casas dos três PMs e de seus familiares, e também no 7º BPM. Além da arma encontrada na residência do cabo Júnior, em São Gonçalo, os investigadores apreenderam munição na casa da mãe dele. No armário do tenente Benitez, no 7º BPM, foram encontradas munições calibre 9mm.

"Foram muitas armas (apreendidas) e a checagem é demorada, tem de ser feita com bastante critério e cuidado", disse o chefe da DH, delegado Felipe Ettore. Ele não descarta a participação de outras pessoas no assassinato. "Já está certo que esses três (PMs) participaram efetivamente do crime. Se, no curso das investigações, houver mais alguém, com certeza será investigado", disse.

A advogada dos PMs, Alzira de Castro Garcia, esteve durante toda a tarde na DH. "Eles foram pegos de surpresa, eu fui pega de surpresa", disse Alzira. Na segunda, o delegado Ettore disse que a advogada de um dos PMs avisou ao cliente que Patrícia iria decretar as prisões dos três, que então decidiram executá-la. O nome da mulher não foi divulgado e Alzira negou ter sido ela.

Perícia

Segundo o Departamento de Polícia Técnica, será preciso fazer disparos com cada uma das armas apreendidas, recolher os projéteis e analisá-los no microscópio para comparar com as cápsulas usadas no crime. As primeiras armas a serem periciadas devem ser as que, no dia do crime, segundo o registro da PM, estavam com os três policiais suspeitos. (Colaborou Fábio Grellet)

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