Armazém da Agrovia ainda requer trabalho dos bombeiros

Bombeiros ainda tentam conter focos do incêndio de grandes proporções que atingiu um dos armazéns da Agrovia Brasil, na estação de transbordo rodoferroviário (porto seco) de Santa Adélia, no interior de São Paulo. São mais de 70 horas de combate desde o início do incêndio, na sexta-feira, 25.

CHICO SIQUEIRA, Agência Estado

28 Outubro 2013 | 14h05

As 28 mil toneladas de açúcar que estavam no armazém se transformaram em uma "cachoeira de caramelo", que passou por cima dos muros do porto seco e invadiu ruas e quintais das casas. Foram feitas barreiras de contenção para evitar que o material entrasse ainda mais nas casas, mas 17 pessoas que moram nas redondezas tiveram de ser retiradas de suas casas e levadas para hotel e casas de parentes. O cheiro de açúcar queimado é muito forte em toda a cidade e incomoda os moradores.

O caramelo também poluiu o rio São Domingos, causando morte de peixes, informou José Mário Ferreira de Andrade, engenheiro da Cetesb. Outro problema é com a segurança de um armazém, ainda maior, anexo ao que pegou fogo. Os bombeiros temem que este armazém também possa se incendiar porque o primeiro corre risco de desabar. Suas paredes não estariam suportando a grande quantidade de açúcar queimado que, depois de resfriado, se transforma num material duro e pesado, forçando as paredes internas para fora.

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