Arqueólogos descobrem entrada de câmaras funerárias astecas

Entrada foi construída antes da chegada dos conquistadores espanhóis

Efe,

11 de setembro de 2007 | 08h35

Arqueólogos que trabalham no Templo Maior, principal centro cerimonial asteca, na Cidade do México, localizaram uma série de entradas que podem levar às câmaras funerárias, informou nesta segunda-feira uma fonte oficial. O arqueólogo Leonardo López Luján, diretor do projeto Templo Maior, disse à imprensa que os pesquisadores estavam escavando um túnel e encontraram um poço profundo, terminando numa câmara que conduz a outros espaços, como ocorre nas criptas funerárias maias, no sudeste do México, e zapotecas, no sul. Ele explicou que a entrada foi construída antes da chegada dos conquistadores espanhóis. "É uma espécie de telescópio, de três metros quadrados aproximadamente, que conduz ao que nós achamos que é um túmulo, visitado constantemente para deixar oferendas ou para enterrar outro membro da família", disse. A descoberta mais recente no local é um segundo selo muito grosso de estuque, fechando o que seria a entrada mais antiga, "ou seja, a mais profunda". Portanto, concluiu, o local não foi saqueado. Por enquanto os arqueólogos enfrentam um problema técnico. As chuvas elevaram o nível freático, e será preciso esperar que o tempo melhore para continuar os trabalhos. "Mas a água também é um recurso benéfico, pois permite a conservação da madeira, o que é sensacional", acrescentou. Os trabalhos, iniciados em outubro, permitiram descobrir um monolito de 12 toneladas dedicado à deusa da terra Tlaltecutli. Os arqueólogos acham que, caso exista um túmulo, ele pode ser do tlatuani (imperador) Ahuizotl (1482-1502). A sua política expansionista provocou numerosas guerras contra outros povos, nas quais ele forjou uma reputação de crueldade.

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