Arquivo secreto da polícia de SP rastreia criminosos

Um arquivo secreto, de uso exclusivo, com banco de dados capaz de rastrear todas as informações dos cidadãos e identificar impressões digitais, fotos e voz. Essa é a principal ferramenta do serviço de inteligência da Polícia Civil de São Paulo. O sistema Ômega foi desenvolvido por uma empresa brasileira para investigar, combater e mapear o crime no Estado.

AE, Agencia Estado

23 Novembro 2009 | 09h53

Policiais com senha autorizada podem consultar, simultaneamente, 12 bases de dados. A rede integrada contém informações de cadastros civil, criminal, de armas, carros roubados e furtados, da Junta Comercial, Disque Denúncia, Delegacia Eletrônica e Departamento de Trânsito (Detran). A ferramenta permite acessar, ainda, o Infocrim (informações criminais), mapas e o sistema de identificação biométrica Phoenix, que traz impressões digitais, gravações de voz e fotos de suspeitos.

O sistema Ômega começou a ser desenvolvido em 2003. Na época de sua implementação, o delegado André Dahmer era assistente da Divisão de Tecnologia da Informação do Departamento de Inteligência da Polícia Civil. Ele diz que, antes do Ômega, só era possível pesquisar base por base. "A nova ferramenta integra todos os dados. Se quero saber quantos homicídios com tiro na nuca ocorreram em Santo Amaro, em 2008, o sistema traz horário, tipo de arma e munição", diz.

Se um policial quer descobrir a placa de um veículo e só sabe duas letras, a ferramenta faz a leitura e cruza informações até obter o dado completo. O Ômega também identifica o dono do carro, endereço, telefone, se ele tem empresa e imóvel e antecedentes criminais.

O Ômega identifica ainda se o preso tem parceiros, se os mesmos cumpriram pena, qual foi a condenação, local da prisão e cela. Nomes de foragidos aparecem nas consultas e sua identificação se torna mais fácil. A polícia descobre até dados de parentes e vizinhos. "É um arquivo fabuloso. E deverá ser integrado a todas as polícias do País", diz o coronel José Vicente da Silva Filho, ex-secretário nacional de Segurança Pública. Hoje, nem a Polícia Federal nem a Agência Brasileira de Informações (Abin) têm o sistema Ômega. As informações são do Jornal da Tarde.

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