Arrecadação é recorde em maio; Receita vê acomodação

A arrecadação federal cresceu 7,2 por cento em maio na comparação anual, alavancada pelo crescimento da massa salarial, e atingiu 71,534 bilhões de reais, valor recorde para o mês, informou a Receita Federal nesta quinta-feira.

ISABEL VERSIANI, REUTERS

16 Junho 2011 | 16h47

Na comparação com abril, as receitas tiveram queda de 16,4 por cento. O recuo refletiu principalmente uma concentração sazonal de recolhimento de imposto de renda em abril, quando vence o prazo para a declaração anual de ajuste, mas a Receita também apontou um movimento de acomodação da atividade.

"A gente percebe que há um reflexo da acomodação da economia", afirmou a jornalistas o secretário da Receita, Carlos Alberto Barreto, destacando o comportamento dos tributos sobre consumo.

O IPI sobre automóveis caiu 7,1 por cento em maio contra abril, enquanto a Cide, cobrada sobre os combustíveis, teve queda de 10,3 por cento.

No acumulado do ano até maio, a arrecadação federal somou 388,081 bilhões de reais em valores corrigidos pela inflação --volume também recorde, com aumento de 10,7 por cento ante os 350,602 bilhões de reais recolhidos em igual período de 2010.

Barreto disse esperar que a expansão das receitas se acomode neste patamar, e feche o ano entre 9 e 10,5 por cento

Segundo a Receita, no acumulado do ano a arrecadação foi alavancada pelo crescimento da massa salarial, da produção industrial e da venda de bens. Até abril, a base de comparação de 2010 também era comprimida pela vigência dos benefícios tributários para os automóveis, que se encerraram naquele mês.

Em maio ante maio, o crescimento da massa salarial, de 14,2 por cento, foi o mais determinante para a alta da arrecadação, segundo o Fisco.

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