Arruda já é alvo de 6 pedidos de impeachment

Com apenas seis deputados em plenário, o mínimo necessário, a Câmara Legislativa do Distrito Federal deu início ao processo de impeachment do governador José Roberto Arruda. Os seis pedidos protocolados até agora foram lidos no início da noite de ontem, sob intensa pressão de cerca de 200 manifestantes, que invadiram a casa e ocuparam o plenário por quase quatro horas.

Lisandra Paraguassú, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

03 Dezembro 2009 | 00h00

A partir da leitura, o presidente em exercício, Cabo Patrício (PT), determinou uma análise jurídica da legalidade dos pedidos, em 24 horas. Depois, eles seguem para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

Também foram lidos ontem requerimentos para abertura de processo de cassação por quebra de decoro dos oito deputados distritais que aparecem em gravações recebendo dinheiro e estão em exercício do mandato. Outros dois eram suplentes. Um corregedor deve ser escolhido hoje.

A leitura dos requerimentos só foi possível depois de intensa negociação com cerca de duas centenas de manifestantes que ocuparam a Casa desde as 15 horas. O que começou com uma manifestação pacífica do lado de fora se transformou em imensa confusão, quando um grupo decidiu entrar para pressionar os deputados. Eles quebraram a porta de vidro da Casa, jogaram pedras e arrombaram a porta de madeira do plenário. Um segurança foi parar no hospital, mas está fora de perigo.

O grupo, formado por estudantes, representantes da CUT, da Conlutas, além de partidos como PSOL, PSTU, PC do B e PT ocupou o plenário, as galerias e os corredores. Deputados desistiram de trabalhar e a maior parte dos gabinetes ficou trancada.

No fim da tarde, os seis deputados de oposição que estavam na Casa decidiram tentar abrir a sessão e ler os requerimentos. Depois de uma negociação com os parlamentares e votação em assembleia, os manifestantes se retiraram para as galerias.

Dois pedidos de impeachment foram feitos pelos advogados Evilásio Viana dos Santos e Anderson Siqueira. Na manhã de ontem, o PSOL e a Ordem dos Ministros Evangélicos do Gama entraram com outros dois. À tarde, CUT e PT entraram com mais um pedido cada. Hoje, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deverá fazer um sétimo pedido.

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