As relações entre cozinha e arte

O Museu de Arte Moderna do Rio recebe, a partir de 11 de junho, a exposição Alimentário, que se volta para a identidade brasileira na cozinha, criando relações entre obras de arte, registros documentais, objetos de cozinha e imagens de pratos criados por chefs.

HELOISA LUPINACCI, O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2014 | 02h08

Ela é dividida em três núcleos: o primeiro reúne as expedições de exploração do território nacional, o deslumbre com a natureza grandiosa - com obras que vão de gravuras de Taunay a registros de instalações de Ernesto Neto. O segundo se volta para a cozinha indígena e o reinado da mandioca, com gravuras e objetos da cozinha dos índios - para chegar ao terceiro, que chama "brasilidade" e aborda a miscigenação, os ciclos econômicos e a criação contemporânea, tanto de artistas - Beatriz Milhazes e Vik Muniz, para ficar nos mais pop - como de chefs. Foram escolhidas fotos de pratos de quatro chefs: Alex Atala (D.O.M.), Helena Rizzo (Maní), Rodrigo Oliveira (Esquina Mocotó/Mocotó) e Thiago Castanho (Remanso do Peixe/Remanso do Bosque).

"O propósito de Alimentário é apresentar um caminho poético, com desvios e apropriações entre elementos da cozinha e das artes plásticas no País. Sem a preocupação de ser didática, a exposição investiga a identidade brasileira na cozinha", diz o texto de apresentação da exposição. Concebida por Felipe Ribenboim - chef de cozinha com passagem pelo El Bulli e pelo Arzàk, na Espanha, e ex-sócio do Dois Cozinha Contemporânea, em São Paulo - em parceria com Rodrigo Villela, a exposição tem curadoria de Jacopo Crivelli Visconti, que trabalhou na Fundação Bienal.

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