Ásia e Europa concordam em limitar poluição para além de 2012

Trinta e oito líderes de nações asiáticas e européias comprometeram-se a manter a união na guerra ao terrorismo e prometeram continuar a cortar as emissões de gases ligados ao efeito estufa para além de 2012, horizonte previsto pelo Protocolo de Kyoto. Mas os delegados não chegaram a determinar novas metas de redução de poluentes, refletindo a preocupação dos asiáticos com o desenvolvimento de suas economias.A declaração lançada em Helsinque sobre mudança climática reconhece que os países em desenvolvimento têm "necessidades prioritárias legítimas" para desenvolver suas economias e retirar milhões da pobreza. O governo dos Estados Unidos abandonou o Protocolo de Kyoto, dizendo que o tratado prejudicaria a economia americana. Os líderes, cujos países representam 40% da população mundial e metade da produção e do comércio do planeta, disseram que usarão seu peso político e econômico combinado para moldar um mundo mais seguro, igual e multipolar.O aquecimento global foi uma questão chave da cúpula. Delegados afirmaram que tomarão medidas para continuar a cortar as emissões de gases do efeito estufa após o término do compromisso formado em Kyoto, que expira em 2012. Com a demanda por energia na Ásia em alta - pressionando os preços do petróleo -, a Europa está ansiosa em promover fontes renováveis de energia e tecnologias energeticamente eficientes, para reduzir o consumo e a emissão de dióxido de carbono. Os europeus também precisam, sob os termos do Protocolo, de créditos de carbono, que serão gerados por investimentos em projetos de energia limpa no mundo em desenvolvimento.Atualmente, o Protocolo do Kyoto compromete 35 nações industrializadas a reduzir suas emissões de gases causadores do aquecimento global numa média de 5% abaixo dos níveis de 1990 no período 2008-2012. Gigantes econômicos em ascensão como a China estão isentos, e o tratado não diz nada sobre o período pós-2012.Em sua sexta reunião de cúpula em uma década, líderes das 25 nações da UE e de 13 países da Ásia observaram um minuto de silêncio pelas vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001. A cúpula de Helsinque reuniu líderes da União Européia e da China, Japão, Coréia do Sul, Brunei, Camboja, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmá, Filipinas, Cingapura, Tailândia e Vietnã.

Agencia Estado,

11 de setembro de 2006 | 15h50

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