Ásia 'se apaga' durante maior eclipse solar do século XXI

Fenômeno levou mais de 1,5 milhões indianos aos rios; observadores de 25 países se reuniram na China

21 Julho 2009 | 23h59

O Sol ficou completamente encoberto pela Lua na manhã desta quarta-feira, 22, em vários países da Ásia, durante o eclipse solar mais longo do século XXI. Milhões de pessoas, desde a Índia até o Japão, puderam contemplar o fenômeno, que chegou a durar seis minutos e 39 segundos no Oceano Pacífico, ao sul do Japão.   Veja também:   Galeria de fotos do eclipse   O eclipse começou durante a madrugada no oeste da Índia, às 5h29 locais (19h29 de terça-feira, 21, em Brasília), e apareceu no nordeste do país cerca de duas horas depois. Enquanto a Lua ocultava a luz solar, pelo menos um milhão e meio de indianos se banharam em rios para se purificarem. Banhos sagrados também ocorreram no Butão, em Bangladesh e no Nepal, onde o eclipse total também foi visto. A ilha chinesa de Yangshan viveu cinco minutos e 56 segundos de escuridão total, um dos pontos de maior duração do fenômeno. Entre as 9h38 e 9h43 do horário local (entre 23h38 e 23h43 em Brasília), o eclipse foi visto por centenas de observadores de 25 países reunidos na ilha, que fica a 130 quilômetros a leste de Xangai.   Crianças observam eclipse com óculos especiais na Coreia do Sul. Foto: AP    Apesar de as condições meteorológicas previstas não garantirem uma boa visualização do fenômeno, durante esses quase seis minutos astrônomos amadores e funcionários do porto de Yangshan contemplaram e fotografaram a silhueta da lua encobrindo a luz do sol.   O eclipse permitiu que as pessoas apreciassem a visão da chamada coroa solar, um anel de luz branca que se estende por cerca de um milhão de quilômetros acima da superfície do sol.   A luz natural foi sendo recuperada aos poucos e por volta das 11h a sombra lunar já estava completamente dissipada na maior parte da China.   Silhueta da lua se sobrepõe ao sol durante eclipse na Ásia. Foto: Reuters

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.