Assad propõe eleição na Síria; tanques atacam rebeldes

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, propôs nesta quarta-feira a convocação de eleições multipartidárias dentro de quatro meses, mas ao mesmo tempo suas tropas entraram em bairros controlados por rebeldes que tentam derrubá-lo, em cidades sitiadas há vários dias.

KHALED YACOUB OWEIS E ERIKA SOLOMON, REUTERS

15 de fevereiro de 2012 | 15h06

Sob pressão para pôr fim a uma repressão que já custou ao menos 6 mil vidas, Assad prometeu um referendo em um período de duas semanas sobre uma nova Constituição que conduza às eleições dentro de 90 dias.

Integrantes da oposição refutaram a oferta, e Assad deixou claro que ainda tem a intenção de reprimir o levante com tanques e soldados.

Os militares lançaram uma nova ofensiva em Hama, cidade com uma história de resistência ao pai de Assad, Hafez al-Assad, disparando contra bairros residenciais com armas anti-artilharia dispostas em veículos blindados, afirmaram ativistas da oposição.

A artilharia também bombardeou partes de Homs pelo 13o dia consecutivo. Em Damasco, as tropas apoiadas por veículos blindados entraram no distrito de Barzeh, realizando buscas em casas e fazendo prisões, afirmaram testemunhas.

Os esforços internacionais para interromper a carnificina não têm obtido sucesso.

A França informou que está negociando uma nova resolução no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a Síria com a Rússia, país aliado de Assad e principal fornecedor de armas, e também quer criar corredores humanitários para aliviar o sofrimento dos civis afetados pela violência.

"A idéia de corredores humanitários que propus previamente para permitir que as ONGs cheguem às zonas onde há massacres escandalosos deve ser discutida no Conselho de Segurança", afirmou o ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé, à rádio francesa.

Ele afirmou que uma votação na Assembleia Geral da ONU na quinta-feira de uma resolução não obrigatória sobre a Síria será "simbólica". Ela se segue ao veto da Rússia e da China em 4 de fevereiro à proposta de resolução no Conselho de Segurança que apoiava o pedido da Liga Árabe para que Assad renunciasse.

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