Assaltante mantém gerente de banco como refém em MS

Ao longo do dia, ladrão libertou três cativos que estavam sob seu poder; ele exige R$ 50 mil pelo refém

Nelson Francisco, especial para O Estado de S.Paulo

06 de maio de 2008 | 20h50

Um dos gerentes da agência do Banco do Brasil em Campo Verde, a 130 quilômetros de Cuiabá, sul de Mato Grosso, Marco Bernardelli está desde 7h30 desta terça-feira, 6, em poder de um assaltante ainda identificado, que fez quatro reféns - três foram liberados ao longo do dia. Até o começo da noite era tenso o clima no local. O bandido ameaça explodir uma bomba e exige R$ 50 mil em dinheiro, além de um carro para fugir com a garantia de que não será perseguido. Com dois revólveres calibre 38 e uma mochila, o assaltante chegou à agência usando um capaz para não ser identificado. Disparou pelo menos quatro tiros e as pessoas que estavam nos caixas eletrônicos saíram correndo. Em seguida, ele rendeu dois gerentes de contas, um vigia e faxineira. Por volta das 18 horas, o assaltante liberou o gerente Marcus Aurélio Silva e a segurança Marinez Teixeira da Silva. No começo da tarde, permitiu que a faxineira da agência, Ana Rocha, 54 anos, que é hipertensa e estava passando mal, deixasse o banco. O coronel Ricardo Almeida Gil, comandante da Polícia Militar na região sul, assegurou que a agência não será invadida para preservar a vida do refém. A estratégia , disse ele, é vencer o criminoso pelo cansaço. Um quarteirão foi interditado para PM negociar a rendição dos reféns. O fornecimento de água e luz foram suspensos. Durante a negociação feita por celular, segundo o coronel, o assaltante aparentava muito nervosismo e ameaça matar um dos reféns, e em seguida se suicidar.  Para liberar os reféns, equipes do Batalhão de Operações de Policiamento Especializado (Bope) além de uma equipe da Coordenadoria Integrada de Patrulhamento Aéreo (Ciopaer), da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) foram acionadas para negociar com o assaltante. Na hora do assalto, a cliente do banco Leontina Aparecida Cardoso, de 50, anos foi atingida na panturrilha com os estilhaços de um tiro disparado contra o chão na hora. Havia cerca de 150 pessoas na agência.

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