Assassinato causa paralisação de ônibus em BH

O assassinato de um motorista ao volante de um ônibus levou centenas de colegas da vítima a fecharem a Estação BHBus Venda Nova, uma das mais movimentadas de Belo Horizonte (MG). O terminal ficou fechado durante toda a manhã por cerca de 600 manifestantes que protestavam contra a falta de segurança na região. A Polícia Militar teve que intervir para evitar confronto entre o grupo e os poucos trabalhadores que não aderiram à paralisação.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

21 Junho 2011 | 13h47

Segundo a PM, José Goes dos Santos, de 47 anos, dirigia um coletivo da linha 640 (Bairro Jardim Leblon) pouco depois das 23h30 de ontem, quando dois rapazes pediram para que ele parasse fora do ponto, na saída da estação, para que eles descessem sem pagar as passagens. Ainda de acordo com a PM, o motorista negou o pedido alegando que poderia ser até demitido, já que o veículo é monitorado.

Um dos suspeitos sacou uma arma e atirou em Santos, que chegou a ser levado para o Hospital Risoleta Neves, mas não resistiu. Pouco depois, a polícia prendeu Wallasse de Souza Pereira, de 19, e apreendeu um jovem de 14 anos, acusados do crime. Eles teriam entrado no ônibus para fugir após um assalto a um casal de pedestres. A PM encontrou com a dupla o revólver que teria sido usado para matar o motorista. "Foi um tiro só, mas fatal", observou o tenente Sidney Gomes, da PM.

Revoltados com o crime, colegas de Santos seguiram para a Estação Venda Nova por volta das 5h e fecharam o terminal. Pelo local passa diariamente uma média de 60 mil passageiros. Somente pela manhã, segundo a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Belo Horizonte (STTR-BH), aproximadamente 200 coletivos de 27 linhas deixaram de circular.

Os poucos veículos que tentaram sair ou entrar no terminal, inclusive os provenientes de municípios da região metropolitana, eram atacados a socos e chutes pelos manifestantes. Alguns tiveram os pneus furados. Cerca 100 policiais militares foram enviados para o local para tentar controlar a situação.

Depois da estação, a manifestação se espalhou também por ruas do entorno. Os ânimos só se acalmaram quando o comando da polícia na região propôs um reforço no policiamento, além da retomada de realização de blitz dentro dos coletivos. Além disso, a PM também prometeu reabrir um posto policial que funcionava dentro da estação.

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