Assassino de cartunista pode ser transferido para Goiás

Carlos Eduardo Sandfeld Nunes, de 28 anos, o Cadu, assassino do cartunista Glauco Villas Boas, e do filho dele Raoni, crimes ocorridos em 2010 em São Paulo, poderá ser transferido para Goiânia (GO), nos próximos dias.

RUBENS SANTOS, Agência Estado

06 de novembro de 2012 | 19h57

O rapaz está em de Foz do Iguaçu (PR), onde cumpre pena de internação de três anos em hospital psiquiátrico. O crime ocorreu no dia 12 de março de 2010 em Osasco, na Grande São Paulo (SP). Na época, o jovem estava sob efeito de maconha, haxixe e uma mistura com ervas baseada num ritual do santo daime. Após o duplo homicídio, tentou fugir para o Paraguai com uma arma, dirigindo um carro roubado, e foi preso na divisa.

Agora, os advogados do rapaz apresentaram um pedido de transferência, junto à 4a. Vara Criminal de Goiânia. "Situações de transferência, como essa, são possíveis desde que exista justificativa da necessidade e comprovação de vínculo", diz o promotor Fernando Krebbs, da área criminal do Ministério Público de Goiás (MPE).

O pedido se baseia no fato de o pai do rapaz, Carlos Grech Nunes, morar na cidade. Se for concedida a transferência, o condenado passará por avaliação de um dos 26 médicos psiquiatras forenses, em Goiânia. É quando se definirá se ele pode ou não retornar ao convívio social ou ser mantido internado.

Laudo

O laudo psiquiátrico, após os crimes, indicou que Nunes era portador de esquizofrenia paranoide, o que o torna incapaz de perceber a gravidade de seus atos. E a doença teria sido agravada pelo consumo das drogas. O caso, no entanto, é polêmico. "Ele deve ter um doença psiquiátrica de base, pois o que fez não resultou do efeito das drogas mas da junção do santo daime e a doença mental subjacente, que deve ser um transtorno bipolar", disse para a reportagem o médico Marcelo Caixeta, um dos psiquiatras forenses da Justiça de Goiás. "Sua vida, história e sintomas não é de esquizofrênico", garantiu.

O pedido de transferência foi feito em julho do ano passado pelos advogados Andressa de Brito Viana, Bruno Aurélio Franscisconi Giolo e Sérgio Divino Carvalho Filho e depende de uma série de troca de informações entre a Justiça dos dois Estados. O processo está sob avaliação da juíza Telma Aparecida Alves, titular da 1a. Vara de Execuções Penais de Goiânia.

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