Assassino de Glauco vai passar por junta médica

Cartunista e seu filho foram mortos em Osasco em 2010

RUBENS SANTOS, Especial para o Estado

03 de junho de 2013 | 16h58

GOIÂNIA - A juíza Telma Aparecida Alves Marques, da Vara Criminal de Goiânia, determinou perícia médica de Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, condenado pelos assassinatos do cartunista Glauco Villas Boas e seu filho Raoni em Osasco (SP), em 12 de março de 2010.

A perícia será feita pela Junta Médica Oficial do Poder Judiciário de Goiás para "esclarecer qual a atual condição psicológica do paciente", segundo despacho publicado no Diário Oficial.

Pelo duplo homicídio, Cadu foi condenado a cumprir um prazo mínimo de três anos de internação, como medida de segurança, determinada pelo juiz Mateus de Freitas Cavalcante Costa, da Justiça Federal no Paraná (JFPR).

O juiz considerou Cadu inimputável, por ser portador de doença psiquiátrica (esquizofrenia paranoide). Na época, o laudo também indicou que os assassinatos foram cometidos em um momento de surto.

Embora o prazo de internação mínima tenha terminado em 13 de março, um impasse entre a Justiça e o Ministério Público de Goiás (MPE), iniciado dias antes, adiou o processo. O MPE contestou a decisão da juíza de liberar Cadu a partir de laudo psiquiátrico produzido por médico particular.

Se o laudo for positivo, Carlos Eduardo deixará a clínica psiquiátrica para frequentar tratamento ambulatorial semanal e poderá morar na casa de seu pai, em Goiânia (GO), como prevê o Programa de Atenção ao Louco Infrator (Paili), de Goiás.

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