Assédio assustou comitiva, mas papa ficou tranquilo

O porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, disse à noite desta segunda-feira (22), em entrevista coletiva no Centro de Imprensa da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que o assédio do povo no percurso da Base Aérea do Galeão para a Catedral Metropolitana, deixou alguns membros das comitiva do Vaticano apavorados, mas não assustou o papa Francisco.

JOSÉ MARIA MAYRINK, Agência Estado

22 de julho de 2013 | 23h28

"O secretário do papa, que estava sentado ao lado dele no carro, me disse que sentiu muito medo, enquanto Francisco sorria , revelou Lombardi. O momento mais angustiante, segundo o porta-voz, foi quando o cortejo invadiu uma pista congestionada, provavelmente por um erro do motorista e da escolta de segurança, possibilitando a aproximação de centenas de pessoas.

Passado o perigo, observou Lombardi, o que restou foi a boa impressão deixada pelo entusiasmo do povo, que só queria se aproximar para cumprimentar Francisco. A logística a ser adotada daqui para diante, adiantou o porta-voz, vai depender do que ocorrer nos próximos dias. O papa deverá usar carro aberto, como faz na Praça de São Pedro, em Roma, mas não se oporá a se deslocar em carro fechado, se essa for a decisão das autoridades responsáveis pela segurança.

Francisco passará a terça-feira, 23, descansando na residência do arcebispo do Rio, no alto do Sumaré, sem nenhum compromisso no programa. "É possível que ele encontre algum amigo ou conhecido, mas não será nada de relevante", disse Lombardi. Com relação ao encontro de Francisco com a presidente Dilma Rousseff no Palácio Guanabara nesta segunda-feira, Lombardi disse que o papa gostou muito do discurso dela, especialmente pela defesa que a presidente fez de um empenho nacional e internacional para promoção da justiça social.

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