Nelson Antoine/AE
Nelson Antoine/AE

Assembleia de professores termina em confronto

Grupo descontente com fim da paralisação tenta agredir sindicalistas; PM intervém, mas não há presos nem feridos

Paulo Saldaña, O Estado de S. Paulo

11 Abril 2012 | 03h06

A assembleia de professores da rede municipal de São Paulo terminou em confronto na tarde de ontem, na Praça Patriarca, em frente à Prefeitura, no centro da cidade. A confusão começou quando os professores votavam pelo fim da paralisação. Pedras e paus foram atirados no caminhão usado pelos grevistas. Segundo a Polícia Militar, não houve feridos e ninguém foi preso.

Segundo Cláudio Fonseca, presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (Sinpeem), a maior parte dos professores havia votado pelo término da paralisação, mas uma minoria descontente com a decisão começou a agredir os dirigentes da entidade. "Eles jogaram pau, copo, pedras. Foram batendo no caminhão até que jogaram álcool no veículo", disse Fonseca. "Não chegaram a atear fogo, mas pedimos ajuda da PM."

Segundo o sindicato, cerca de cem pessoas formavam o grupo dos agressores - a assembleia reuniu cerca de 2 mil professores, também de acordo com o Sinpeem. O grupo não seria formado por membros da entidade nem mesmo por professores. "Isso não é ato de educadores, são grupos extremistas infiltrados", completou.

A greve da categoria, iniciada no dia 2, foi interrompida porque a adesão teve uma redução nos últimos dias e a Prefeitura atendeu a parte das reivindicações. O município garantiu a concessão de seis pontos: aposentadoria especial para docentes e gestores readaptados, criação de 360 cargos de assistente de diretor de escola, melhor remuneração do auxiliar técnico de educação para o cargo de secretário de escola, antecipação dos valores de um bônus, criação de duas referências para as carreiras do magistério e abono à categoria dos comissionados do quadro de apoio da educação. O sindicato diz que a Prefeitura garantiu o pagamento aos grevistas dos dias não trabalhados. Mas a Secretaria Municipal de Educação informou que só vai discutir o assunto hoje. Ontem, a adesão atingia 10% das unidades educacionais.

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