Assessor de Lula chama Serra de exterminador da política externa

Um dia após o pré-candidato à Presidência da República José Serra (PSDB) ter dito que a Bolívia é cúmplice na entrada de cocaína no Brasil, o assessor de assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, acusou o tucano de ser o "exterminador do futuro" da política externa brasileira.

REUTERS

27 de maio de 2010 | 13h14

Garcia disse que ficou muito preocupado com a declaração de Serra.

"Fiquei preocupado sobretudo quando se aspira ser um primeiro funcionário de governo que tem que ter muita seriedade. Isso envolve o relacionamento com países vizinhos que temos relações. O presidente Serra está tentando ser o exterminador da política externa", disse Garcia a jornalistas em evento no Rio.

Segundo declaração do ex-governador de São Paulo, de 80 a 90 por cento da cocaína consumida internamente tem como origem a Bolívia.

O assessor da Presidência acusou Serra de tentar destruir as relações diplomáticas entre Brasil e Bolívia, dois fortes aliados no continente. "Ele já destruiu o Mercosul e quer destruir nossas relações com a Bolívia. Já chamou (o presidente do Irã) Mahmoud Ahmadinejad de Hitler", acrescentou.

Garcia acredita que a crítica generalizada de Serra indica que o tucano, se eleito, vai fechar embaixadas brasileiras no exterior.

"Acho que talvez ele esteja pensando que em uma política de cortes de despesas ele venha a fecha a fechar umas 20 ou 30 embaixadas de países aos quais ele está insultando no momento", afirmou Garcia.

"Isso não me parece prudente. Ele está brigando com tanta gente que não há outro caminho a não ser fechar as embaixadas".

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; Edição de Carmen Munari)

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