Assessor de Obama: bancos precisam ter movimentação de crédito

O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, dará uma "forte mensagem" para os banqueiros assim que tomar posse do cargo, afirmou seu conselheiro sênior, David Axelrod, neste domingo no programa de notícias "This Week", da emissora ABC. "Eu acho que ele terá uma forte mensagem para os banqueiros. Nós queremos ver o crédito fluindo novamente. Nós não queremos que eles se sentem em qualquer dinheiro que conseguiram por meio dos contribuintes", disse Axelrod. Ele acrescentou que a equipe de Obama discutirá a administração do pacote de socorro ao setor financeiro, conhecido como TARP, sigla em inglês para Programa de Alívio de Ativos Problemáticos, dias após a posse do democrata, que está marcada para a terça-feira. "Primeiramente, o ponto é conseguir fluxo de crédito para os negócios e para as famílias em todo o país. Isso não aconteceu com o gasto dos primeiros 350 bilhões de dólares", afirmou. Além disso, a administração do programa precisa ser mudada para garantir que o uso do fundo seja mais transparente. "Ninguém pode realmente dizer de onde saiu o dinheiro e como foi gasto...Nós precisamos lidar com isso." "Nós precisamos ter certeza que o dinheiro não seja usado para o pagamento de bônus a executivos e dividendos, quando deveria ser destinado aos empréstimos", disse Axelrod à ABC. A futura administração de Obama está estudando fundar um banco estatal para adquirir ativos ruins que estejam interferindo no sistema financeiro, revelou no sábado uma pessoa familiarizada com os planos da equipe do democrata. O Federal Reserve dos EUA, o Tesouro e o Federal Deposit Insurance Corp estão negociando formas de atenuar a crise bancária, que mais uma vez está se agravando -- e um " banco agregado" conduzido pelo governo está entre as opções. Uma onda de inadimplência de hipotecas nos EUA levou à crise de crédito global. Na semana passada, o Goldman Sachs estimou que as perdas no mundo inteiro podem acumular 2 trilhões de dólares, quase o dobro do que já foi visto até agora. (Por Jackie Frank e Jim Wolf)

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