Assessor de Poroshenko diz que Ucrânia receberá armas de membros da Otan; países negam

Um importante assessor do presidente da Ucrânia disse neste domingo que o governo ucraniano acertou durante a cúpula da Otan no País de Gales o recebimento de armas e especialistas militares de cinco países membros da Otan, mas quatro dos cinco citados rapidamente negaram que tal acordo tenha sido feito.

REUTERS

07 Setembro 2014 | 14h48

Autoridades da Otan já haviam afirmado anteriormente que a aliança não vai enviar armas à Ucrânia, que não faz parte da Otan, mas também disseram que individualmente os aliados podem fazê-lo se assim desejarem. Um funcionário da Otan contatado pela Reuters neste domingo sobre os comentários do assessor do presidente Petro Poroshenko reiterou essa política.

"Na cúpula da Otan foram fechados acordos sobre a provisão de conselheiros militares e fornecimento de armamento moderno de Estados Unidos, França, Itália, Polônia e Noruega", disse o assessor ucraniano Yuri Lytsenko em sua página no Facebook.

Lytsenko não deu mais detalhes. Ele pode ter feito essa declaração por razões políticas internas para reforçar o grau de comprometimento da Otan com a Ucrânia e seu presidente pró-Ocidente.

Poroshenko, cujas Forças Armadas enfrentam separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia, compareceu à cúpula de dois dias no País de Gales, que terminou na sexta-feira.

Uma importante autoridade dos EUA, falando sob condição de anonimato, negou que os Estados Unidos tenham feito tal promessa. A fonte disse à Reuters: "Não foi feita oferta de assistência letal dos EUA à Ucrânia."

Questionados sobre os comentários de Lytsenko, funcionários dos Ministérios da Defesa de Itália, Polônia e Noruega também negaram ter planos de fornecer armas. Na França, um assessor do Palácio do Eliseu se recusou a comentar.

(Reportagem de Gareth Jones, em Kiev; Steve Scherer, em Roma; Balasz Koranyi, em Oslo; Marcin Goclowski, em Varsóvia; e Will Dunham, em Washington)

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