Associação relata falta de remédio para leucemia

Na semana passada, dez pacientes com leucemia mieloide crônica contataram a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) a respeito da falta do medicamento imatinibe. A droga de alto custo é adotada no Brasil como tratamento de primeira linha para a doença e é fornecida pelo Ministério da Saúde.

MARIANA LENHARO, Agência Estado

16 de janeiro de 2013 | 09h25

Uma das pacientes afetadas foi Brasilina Rodrigues Girondi, de 71 anos. Ela foi diagnosticada com a doença em agosto. A recomendação de seu médico foi a de que começasse a tomar o imatinibe em até um mês. Nesse prazo, recebeu um telegrama orientando que aguardasse um novo telegrama que informaria o local e a data de retirada do medicamento. Até hoje, não houve resposta.

A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo afirma que os casos relatados pela Abrale são de pacientes que não são contemplados pelo protocolo federal para recebimento da droga e que a recebem diretamente da secretaria por meio de um canal de solicitações administrativas.

No penúltimo pregão para compra da droga pela pasta estadual não houve nenhuma empresa interessada em vender o medicamento, por isso houve o desabastecimento. "Novo pregão foi realizado, desta vez com sucesso, e a previsão é de que a situação esteja normalizada nas próximas semanas", afirmou a secretaria, em nota.

Segundo o médico Carmino Antonio de Souza, presidente da ABHH, a interrupção do tratamento, teoricamente, é prejudicial. "Hoje está demonstrado cientificamente, até temos um trabalho mostrando isso, que a aderência ao tratamento é o ponto crítico na resposta. Aqueles que têm acima de 96% de aderência têm uma evolução muito melhor que os de baixa aderência, com menos de 80%." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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