Associações registram poucos transtornos ao comércio

No dia em que as centrais sindicais organizaram uma série de manifestações na cidade de São Paulo como parte do Dia Nacional de Lutas, o comércio local registrou poucos incidentes, informam associações representativas da classe. Os principais problemas foram relacionados à redução nas chamadas compras por impulso e atrasos ou faltas de funcionários.

GUILHERME WALTENBERG, Agência Estado

11 de julho de 2013 | 18h20

De acordo com o presidente da Associação Comercial de São Paulo, Rogério Amato, manifestações como as de hoje levam muitas pessoas a ficarem em casa, o que reduz o volume de vendas não planejadas. "Certamente houve uma queda de maneira geral no volume de compras."

Ele explicou ainda que regiões como a da Avenida Paulista, um dos principais palcos dos protestos, são especialmente afetadas por essa redução. "A Avenida é uma grande vitrine", prosseguiu. "Se não há gente andando, não há vendas". Segundo ele, ainda não há dados concretos sobre a redução no volume de vendas.

De acordo com o coordenador de produtos e serviços do Sindicato dos Lojistas do Comércio de São Paulo (Sindilojas-SP), Eduardo Sylvestre, não foram registrados atos de vandalismo como em alguns dos protestos do mês passado. "O único incidente foram algumas faltas esporádicas de funcionários", disse.

A opinião é compartilhada pelo diretor de relações institucionais da Alshop, que representa as lojas dos shoppings, Luis Augusto Ildefonso da Silva. "Não houve ruídos, nada. Percebi que a cidade está calma até demais. Mas, no nosso caso, não tivemos problemas, apenas alguns atrasos de funcionários devido ao desvio no curso de ônibus, que podem ter aumentado o tempo da viagem", disse.

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