Ata diz agora que ociosidade no mercado de trabalho encontra-se 'elevada'

Para Banco Central, ociosidade tem aumentado em ritmo mais forte

Bernardo Caram, Célia Froufe e Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

10 Março 2016 | 10h33

BRASÍLIA - A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central passou a afirmar que a ociosidade no mercado de trabalho encontra-se "elevada". No documento apresentado após a reunião de janeiro, o Comitê informava que "a margem de ociosidade no mercado de trabalho tem aumentado em ritmo mais forte".

Agora, consta no documento divulgado: "O Copom observa que a margem de ociosidade no mercado de trabalho encontra-se elevada, com dados confirmando a intensificação da distensão esperada nesse mercado".

O Copom pondera que ainda prevalece risco significativo relacionado, particularmente, à possibilidade de concessão de elevados aumentos de salários nominais, com repercussões negativas sobre a inflação. "Não obstante a ocorrência de variações reais de salários mais condizentes com as estimativas de ganhos de produtividade do trabalho, o Comitê avalia que a dinâmica salarial permanece originando pressões inflacionárias de custos", diz.

Crédito. A ata manteve inalterada a avaliação de que o cenário contempla expansão moderada do crédito, "o que já havia sido observado e tende a persistir". O colegiado destaca que, após anos em forte expansão, o mercado de crédito voltado ao consumo passou por moderação. Para o BC, nos últimos trimestres, observaram-se, de um lado, redução de exposição por parte de bancos e, de outro, desalavancagem das famílias. 

"No agregado, portanto, infere-se que os riscos no segmento de crédito ao consumo vêm sendo mitigados. Em outra dimensão, a exemplo de ações implementadas, o Comitê considera oportuno continuar reforçando as iniciativas no sentido de moderar concessões de subsídios por intermédio de operações de crédito", afirma. 

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