Atacante teve altos e baixos em quatro Copas

Ronaldo foi um dos maiores responsáveis pela conquista de 2002 e decepcionou em 2006

, O Estadao de S.Paulo

25 de novembro de 2009 | 00h00

Maior artilheiro da história em Copas do Mundo - fez 15 gols ao todo -, Ronaldo conviveu com altos e baixos nas quatro edições (1994, 1998, 2002 e 2006) do torneio em que esteve presente. No primeiro deles, com a seleção dirigida por Carlos Alberto Parreira, não teve oportunidade. Ficou sempre à sombra de Romário e Bebeto, os dois principais nomes na campanha vitoriosa do Brasil nos Estados Unidos.

Quatro anos depois, Ronaldo estava em ótima fase e já era conhecido em todo o mundo por causa de passagens expressivas pelo PSV, Barcelona e Inter de Milão, para onde se transferiu em 1997. Era o grande nome do futebol brasileiro na Copa do Mundo da França.

O atacante se destacou até o jogo final, na decisão com os donos da casa. Mas veio o inesperado. Ronaldo sofreu uma convulsão na noite anterior à disputa do título e levou os colegas ao desespero. Quando o time saiu do hotel para o estádio, ele estava a caminho de uma clínica. Edmundo chegou a ser escalado em seu lugar, por alguns minutos. Prevaleceu, porém, a vontade do próprio atleta de jogar. Sua atuação foi um fiasco e do Brasil também: resultado, França campeã.

Entre 1998 e 2002, Ronaldo passou por uma provação: teve duas lesões muito sérias, ficou afastado do futebol por quase dois anos. Muitos já o tinham como inutilizado para o esporte. Com extrema força de vontade, surpreendeu o mundo e acabou como grande responsável pelo título do Mundial no Japão.

A expectativa para 2006 era grande. Novamente com Parreira na seleção, muitos apostavam em outro show de Ronaldo. Ficaram decepcionados. O atacante se apresentou à equipe vários quilos acima do peso ideal, não conseguiu se recuperar a tempo, e pouco fez.

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