Atala encerra simpósio com apresentação polêmica

A 3ª edição do MAD terminou com polêmica: Alex Atala matou uma galinha em público, durante a palestra intitulada "Death Happens" (a morte acontece). As fotos da apresentação no simpósio encerrado esta semana em Copenhague e que reuniu chefs e pesquisadores de gastronomia de todo o mundo, circularam pelas redes sociais e causaram frisson: enquanto alguns consideraram o ato desnecessário e cruel, outros elogiaram a coragem do chef brasileiro.

O Estado de S.Paulo

29 Agosto 2013 | 02h21

Cruel ou não, a provocação de Atala foi inspirada no tema deste ano: "Guts". Essa palavra inglesa tem duplo sentido - tanto pode significar "coragem" como "entranhas". Para René Redzepi, chef proprietário do Noma e idealizador do MAD ("comida", em dinamarquês), o objetivo era discutir "histórias e ideias que ninguém se atreve ou tem oportunidade de dizer".

Como Atala, outros percorreram caminhos semelhantes em suas apresentações. Caso do italiano Dario Cecchini, um dos açougueiros mais famosos do mundo, que estripou um porco no palco. Cecchini, que por pouco não foi veterinário, confessou durante o MAD que aprendeu a adorar o "odor da morte". Apesar da maneira literal com a qual tratou o assunto, falou em "carnivorismo consciente" e respeito aos animais.

Roy Choi, chef de Los Angeles famoso por servir uma fusão inédita das cozinhas coreana e mexicana em carrinhos de rua, fez um apelo universal: "Quero que vocês, chefs, façam algo pela fome no mundo".

O MAD Symposium é realizado desde 2011 na Dinamarca e se propõe a discutir o "passado, presente e futuro de tudo o que está relacionado à comida". Para manter a total independência, Redzepi não aceita patrocínio de nenhuma empresa do setor alimentício e promove o evento com ajuda de doações e voluntários.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.