Ataque com granada em bar de Nairóbi deixa 13 feridos

Uma granada explodiu em um bar de Nairóbi nesta segunda-feira, deixando 13 feridos, dois dias após a embaixada dos EUA no Quênia ter alertado para um ataque iminente na nação do leste africano que combate militantes islâmicos na vizinha Somália.

YARA BAYOUMY E MAINA NJUWA, REUTERS

24 de outubro de 2011 | 13h03

O chefe da polícia queniana, Mathew Iteere, disse que não havia nenhuma evidência firme que ligasse o ataque aos rebeldes da Al Shabaab, rede ligada à Al Qaeda na Somália. Autoridades do grupo militante se recusaram a comentar o incidente.

A Al Shabaab ameaçou realizar grandes represálias se as tropas quenianas não deixarem o país anárquico do Chifre da África. O grupo lançou ataques de larga escala no passado na Somália e em Uganda, pelos quais assumiram rapidamente a responsabilidade.

Nairóbi culpa a Al Shabaab por uma onda de sequestros de estrangeiros em solo queniano, que afetou a indústria do turismo de vários milhões de dólares do país. O grupo nega a responsabilidade pelos sequestros, e diz que o Quênia quer usá-los como pretexto para sua campanha militar.

As tropas quenianas avançaram em várias frentes no sul da Somália na semana passada e já estão perto da cidade estratégica de Afmadow, onde os rebeldes se reagruparam e reforçaram suas defesas.

Funcionários do governo somali e moradores disseram que as tropas quenianas e somalis tomaram a cidade de Busaar, cerca de 40 quilômetros da fronteira com a cidade de El Wak, na segunda-feira. Eles disseram que os rebeldes fugiram depois de uma breve troca de tiros.

"Nós tomamos pacificamente a cidade de Busaar da Al Shabaab e vamos avançar mais para a região de Gedo. Tropas quenianas estão nos ajudando", disse à Reuters o coronel Mohamud Ali, um alto funcionário do governo da Somália, por telefone desde Busaar.

A França negou nesta segunda-feira relatos de que sua Marinha participou de bombardeios no sábado na cidade somali de Kuday, perto da cidade portuária de Kismayu, reduto da Al Shabaab. Segundo o governo francês, não há navios de guerra franceses na vizinhança.

O ataque ao bar na capital do Quênia aconteceu dois dias depois de a embaixada dos EUA fazer um alerta para a ameaça iminente de ataques de represália contra locais conhecidos como pontos de concentração de estrangeiros, como shopping centers e casas noturnas.

O bar atacado, no entanto, era pequeno e em uma área onde os estrangeiros e quenianos mais abastados raramente vão beber.

(Reportagem adicional de Noor Khamis e Khoeis Fouad em Nairóbi, Hussein Abdirahman, Abdi Sheikh e Abdi Sahra em Mogadíscio)

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