Ataque com morteiro deixa 15 mortos em universidade de Damasco

Quinze estudantes sírios foram mortos em um ataque de rebeldes com morteiros que atingiu a cantina de uma universidade em Damasco, na quinta-feira, informou a agência de notícias estatal Sana, à medida que se intensificam os ataques no centro da capital.

OLIVER HOLMES E HAMDI ISTANBULLU, Reuters

28 de março de 2013 | 18h04

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, um grupo de monitoramento de oposição, disse que um morteiro matou 13 pessoas na universidade, sem dizer quem atirou as bombas.

Outros ativistas confirmaram o ataque, mas nenhum grupo de oposição negou ou assumiu a responsabilidade.

No final de semana passado, grupos rebeldes enviaram alertas pela Internet que planejavam intensificar ataques contra instalações do governo e militares na cidade e avisaram aos moradores que deveriam sair para evitar o que eles chamavam de "Operação Abalando o Forte".

Insurgentes que tentam acabar com quatro décadas de governo da família do presidente Bashar al-Assad formaram um semi-círculo ao redor da capital e intensificaram os ataques a partir de posições da periferia da cidade esta semana.

Uma fortaleza para as forças de Assad, a capital é um prêmio crucial na revolta de dois anos que se transformou em uma guerra em que mais de 70.000 pessoas foram mortas.

Outros 1,2 milhão de sírios fugiram para países vizinhos e do Norte da África, onde se registraram como refugiados ou estão aguardando processamento, de acordo com o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR).

A Sana afirmou que morteiros foram lançados contra uma cantina na Faculdade de Arquitetura em Baramkeh, um bairro central perto de vários edifícios governamentais, incluindo o Ministério da Defesa, a sede da mídia estatal e a residência oficial de Assad.

A Organização das Nações Unidas disse na segunda-feira que iria retirar cerca de metade de sua equipe internacional de Damasco, após um morteiro cair perto do seu hotel.

Na quinta-feira, ativistas da oposição disseram que rebeldes haviam tomado a principal estação de ônibus, no nordeste de Damasco.

(Reportagem adicional de Reuters TV, Erika Solomon, em Beirute, e Steve Gutterman, em Moscou)

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