Ataque israelense deixa 15 palestinos mortos na Faixa de Gaza

Entre as vítimas estão quatro crianças que brincavam no campo de refugiados de Jabaliya na hora do ataque

Associated Press,

28 Fevereiro 2008 | 15h40

A Força Aérea israelense voltou a atacar a Faixa de Gaza nesta quinta-feira, 28, deixando mais 15 palestinos - entre eles o filho do deputado Khalil al-Haya, eleito pelo grupo islâmico Hamas - em meio a uma nova escalada no confronto. As vítimas incluem rebeldes e civis, inclusive crianças.   Os novos bombardeios israelenses ocorrem um dia depois de foguetes disparados pelo Hamas terem provocado a morte de uma estudante israelense. Nesta quinta, porém, os disparos de foguetes na direção de Israel persistiam. Dois deles alcançaram Ashkelon, uma cidade situada 20 quilômetros ao norte de Gaza.   Os bombardeios elevam a 26 o número de palestinos mortos em dois dias de violência entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, sendo 15 rebeldes e 11 civis. Entre os mortos nos bombardeios israelenses de quarta-feira, 27, estão um bebê de seis meses e duas crianças, uma de 10 e outra de 11 anos.   Nesta quinta, mais quatro crianças de oito a 14 anos que brincavam no campo de refugiados de Jabaliya morreram ao serem atingidas por um míssil. Os ataques também destruíram o centro médico de um grupo humanitário que atua em Gaza.   O início de tudo   A mais recente onda de violência começou na quarta-feira, quando Israel matou cinco militantes do Hamas num bombardeio contra um furgão. O Hamas respondeu disparando mais de 40 foguetes na direção de Israel, um dos quais matou um israelense.   Na noite de quarta-feira Israel bombardeou o gabinete do primeiro-ministro Ismail Haniye, do Hamas, e a sede do Ministério de Interior em Gaza, mas os dois locais estavam vazios no momento do ataque.   Já nesta quinta, Israel promoveu pelo menos 11 bombardeios nos quais 15 pessoas morreram, sendo quatro crianças, dois civis adultos e nove supostos militantes palestinos. O Exército alegou ter atacado áreas usadas para disparos de foguetes.   Mais tarde, um helicóptero de combate israelense atacou uma barreira policial nas proximidades da casa de Ismail Haniye, matando uma pessoa e ferindo quatro. Haniye está na clandestinidade há semanas, temendo uma tentativa de assassinato por parte do Estado judeu.   Do Japão   Em visita ao Japão, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, prometeu manter os ataques contra os palestinos e rejeitou os apelos para amenizar o bloqueio econômico a Gaza.   Nesta qquinta-feira, no entanto, rebeldes palestinos dispararam mais dez foguetes na direção de Israel. Duas pessoas ficaram levemente feridas, sendo uma mulher de 70 anos e um guarda-costas do ministro de Segurança Pública Avi Dichter, em Sderot.   Dichter não estava na cidade no momento, mas chegou mais tarde e foi obrigado a suspender uma entrevista coletiva quando um alarme antiaéreo soou e ele foi levado por seus guarda-costas a um abrigo de concreto.   Na visita a Tóquio, Olmert reuniu-se com a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, que acusou o Hamas pela violência ao mesmo tempo em que manifestou preocupação com a situação humanitária na Faixa de Gaza.   "Temos de lembrar que as atividades do Hamas são responsáveis pelo que acontece em Gaza", disse Rice a jornalistas.   A chanceler americana também lamentou a morte do estudante israelense no ataque palestino de quarta-feira e disse que "os disparos de foguete contra Israel precisam parar". Ela não se pronunciou sobre a morte dos 26 palestinos nesses dois dias.

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