Atendimento a homens alcoólatras dobra em SP

Em 2006, poucos mais de 112 mil viciados foram tratados em Centros de Atendimento Psicossocial (CAPS)

Paulo R. Zulino, estadao.com.br,

14 de setembro de 2007 | 12h15

Levantamento realizado pela Secretaria Estadual da Saúde apontou que o número de homens submetidos a tratamento diário contra o alcoolismo dobrou entre os anos de 2004 e 2006 no Estado de São Paulo. Em 2004, 53.992 pacientes eram indicados ao tratamento intensivo nos Centros de Atendimento Psicossocial (CAPS). No ano passado, esse número saltou para 112.170 atendimentos.  A elevação no índice de atendimento está ligado à realização de campanhas de conscientização sobre os males do álcool e à ampliação dos centros de tratamento públicos em todo o Estado.  Pacientes no estágio de tratamento intensivo têm um grau de comprometimento de sua vida social, financeira e familiar maior. Geralmente, nestes casos, a pessoa já perdeu os vínculos familiares e precisa de um acompanhamento maior para se livrar do vício. O Estado de São Paulo conta hoje com 43 CAPS para álcool e outras drogas. Nove deles são na capital. Somente nos dois últimos anos, foram criados 15 CAPS para os paulistas. Sob responsabilidades dos municípios, os CAPS podem ser procurados via Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que encaminham os pacientes.  Além dos Caps, o Estado de São Paulo também oferece tratamento no Cratod. Localizada na região da Cracolândia, a unidade, premiada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), mantém atendimento multidisciplinar (equipe composta de médicos clínicos e psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros) que acompanha desde a desintoxicação até o resgate da auto-estima. O índice de reabilitação chega a 30%, o preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) - cerca de 40% das pessoas atendidas são moradores de rua ou de albergues.

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