Atendimento por rede de água e esgoto é precário nas aldeias

Saneamento básico nas aldeias brasileiras é luxo. Considerada essencial, a instalação desse serviço para população indígena é prevista em projetos governamentais, mas não é encontrada nas comunidades. O 1.º Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição dos Povos Indígenas revela um sistema precário, onde não há rede de esgotos. Não é raro encontrar construção de banheiros com fossa séptica e sem água para descarga.

, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2010 | 00h00

A situação não é diferente no fornecimento de água. Pesquisadores identificaram redes em processo de instalação, mas nunca concluídas. Em muitas aldeias, índios são obrigados a pegar água de cacimba, chuva, igarapés e rios. Essa prática abastece 11% dos domicílios. O estudo mostra que 36,6% das famílias têm acesso à água em torneira instalada fora de casa e outros 11,3% dividem o encanamento com as demais famílias. A torneira dentro de casa é restrita a 19,1%.

A carência de infraestrutura é observada principalmente no Norte. Na região, é encontrada a menor frequência de água encanada e de instalações sanitárias nos domicílios.

Com sistema sanitário limitado, 30,5% dos moradores das aldeias defecam no mato. Outros 9,4% dividem latrinas ou sanitários com os demais moradores. O sanitário dentro de casa está restrito a 19,4% das moradias.

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