Aterro Mantovani continua sem solução

Um dos casos mais conhecidos de contaminação ambiental no interior de São Paulo, o Aterro Mantovani, permanece sem uma solução definitiva. O aterro industrial, localizado no km 147 da Rodovia Campinas-Mogi Mirim, em Santo Antônio de Posse, recebeu entre 1974 e 1987 todo tipo de resíduo contaminante - borras oleosas, resíduos de destilação de solventes, de indústrias químicas, farmacêuticas e metalúrgicas e de refino de petróleo, entre outros.

Andrea Vialli, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2010 | 00h00

Dispostos no ambiente, esses resíduos contaminaram as águas subterrâneas e o solo. Das mais de 60 empresas que ali descartaram seus rejeitos, cerca de 40 negociaram com a Cetesb ações para evitar que a poluição continue se espalhando, além do fornecimento de água potável para três sítios vizinhos ao aterro.

"Mas são ações que apenas contornam o problema. A fonte primária de poluição, que é o aterro, continua lá, ativa", diz Lúcio Flávio Furtado Lima, gerente da agência ambiental de Paulínia (SP). "Não há um projeto definitivo de descontaminação da área", diz.

No total, as empresas depositaram no aterro, ao longo dos anos, 326 mil toneladas de resíduos tóxicos. Segundo Lima, há dois anos houve a remoção de 3 mil toneladas de borras oleosas, que foram utilizados em fornos de indústrias de cimento. A maior parte dos resíduos ainda aguarda uma solução adequada.

Uma das propostas das empresas era acondicionar os resíduos em uma vala coberta por material impermeabilizado - que foi descartada pelo órgão ambiental. "Será preciso uma solução técnica mais eficiente. Mas não sabemos quanto tempo será necessário para que a área fique livre de contaminação."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.