Atividade como lobista derruba estrategista de Hillary

O principal estrategista político deHillary Clinton, Mark Penn, afastou-se no domingo da campanhada pré-candidata democrata à Presidência dos EUA, por causa darevelação de que ele fez lobby em prol de um tratado delivre-comércio com a Colômbia, ao qual a pré-candidata se opõe. "Após os fatos dos últimos dias, Mark Penn pediu paradeixar seu papel de estrategista-chefe da campanha de Clinton,"disse nota assinada por Maggie Williams, gerente da campanha. Hillary e o senador Barack Obama disputam a indicaçãodemocrata à eleição presidencial de novembro. Muitos eleitoresproletários acham que acordos de livre-comércio levam aofechamento de empregos industriais, e por isso os doiscandidatos oposicionistas costumam se manifestar contra otratado com a Colômbia. Penn pediu desculpas por ter se reunido, em 31 de março,com o embaixadora colombiana nos EUA, para discutir o tratado.Mas afirmou que foi a esse encontro na qualidade depresidente-executivo do escritório de lobby Burson-MarstellerWorldwide, contratado por Bogotá para promover o acordocomercial. A próxima disputa entre Hillary e Obama acontece no dia 22,na Pensilvânia. Ambos passaram o fim de semana em Montana, umEstado grande e pouco habitado, que raramente freqüenta onoticiário político. Enquanto isso, o senador John McCain, já garantido comocandidato republicano, fez uma pausa na campanha, mas sinalizoua intenção de buscar votos além do eleitorado conservador. "Precisamos ir atrás de toda a América, competir com afincoem cada seção do país", disse ele em entrevista à Fox News,gravada na sexta-feira e transmitida no domingo. McCain disse, por exemplo, que espera ter votos de negros ehispânicos (dois grupos habitualmente inclinados aosdemocratas), e também de jovens e independentes (que neste anoparticipam mais da campanha da oposição). "Não tenho certeza de que o velho cenário de Estadosvermelhos (republicanos) e Estados azuis (democratas) queprevaleceu nas últimas eleições funcione", disse McCain. "Achoque a maioria desses Estados vermelhos ou azuis estará aberta àdisputa." (Reportagem adicional de Thomas Ferraro e Ellen Wulfhorst)

DAVID WIESSLER, REUTERS

07 de abril de 2008 | 09h40

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