Atividade industrial em SP tem 3a alta seguida

A continuidade da recuperação econômica e a demanda interna garantiram que a atividade industrial paulista tivesse em fevereiro a terceira alta seguida, embora ainda acumule queda nos últimos 12 meses, informou nesta terça-feira a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

JOSÉ DE CASTRO, REUTERS

30 de março de 2010 | 18h26

O Índice de Nível de Atividade (INA) subiu 1,1 por cento em sobre janeiro, com ajuste sazonal. Sem ajuste, a variação foi positiva em 0,4 por cento.

Em relação a fevereiro de 2009, o índice saltou 16,2 por cento, ao passo que nos últimos 12 meses acumula baixa de 3,6 por cento.

"Temos que saudar de certa maneira o resultado de (alta de) 1,1 por cento. Isso indica que a recuperação da indústria continua", disse Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp.

A entidade revisou para cima o índice de janeiro, que agora aponta avanço de 0,5 por cento, ante crescimento divulgado anteriormente de 0,4 por cento.

Entre os setores com destaque positivo estiveram Produtos químicos, petroquímicos e farmacêuticos (+1,6 por cento com ajuste), e Veículos automotores (+0,9 por cento).

Sobre o setor automotivo, o diretor lembrou que o piso das exportações de veículos pelo Brasil foi atingido em setembro de 2009 e que, desde então, a recuperação tem acontecido e tende a se sustentar. Para o segmento industrial como um todo, ele acredita em alta de 21 por cento nas exportações em 2010.

A Fiesp espera que o INA atinja níveis pré-crise em maio, com alguns setores, como Fabricação de alimentos e bebidas e Fabricação de outros equipamentos de transporte, atualmente já em patamares acima de setembro de 2008.

Em fevereiro, o uso da capacidade instalada apresentou leve queda para 78,5 por cento, com ajuste sazonal, frente a 78,9 por cento em janeiro.

Os setores com maior uso da capacidade instalada em fevereiro foram Fabricação de outros equipamentos de transporte e Celulose, papel e produção de papel.

"Pela natureza do processo de atividade industrial desses setores é normal que eles estejam (com o uso da capacidade) acima de 80 por cento", disse Francini.

SENSOR E PREVISÕES

Outra pesquisa da Fiesp ratificou o bom momento da indústria na visão dos empresários. O Sensor, índice antecedente que mede o humor dos industriais no mês corrente, subiu para 57,7 em março, ante 54,7 em fevereiro, na melhor leitura desde outubro do ano passado.

"Este é um número muito expressivo para o setor industrial e acompanha a recuperação da economia como um todo", avaliou Francini. "O dado indica que a retomada vai continuar."

A previsão da Fiesp é de que a indústria paulista cresça 13,5 por cento em 2010, após o tombo de 8,5 por cento no ano passado, ao passo que para o segmento industrial nacional a entidade estima avanço de 12,5 por cento.

Para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional, a federação trabalha com alta de 6 por cento.

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