Atolado de bode com base científica

Restaurante da Vila Medeiros terá cozinha de testes superequipada

Janaina Fidalgo,

24 de dezembro de 2009 | 12h44

ENGENHO - O chef do Mocotó fará um laboratório para testar receitasO Mocotó, em 2010, vai aumentar sua área em 100 m². Quem no entanto já imagina mais assentos e filas menores, nem se anime. O restaurante mais famoso da Vila Medeiros não ampliará o salão. "É tentador, mas não imagino o Mocotó maior. Imagino sempre o Mocotó melhor", diz Rodrigo Oliveira.O Mocotó melhor, na concepção do chef, é um Mocotó que disponha de um laboratório, uma cozinha superequipada usada exclusivamente para testar e desenvolver pratos e técnicas para o restaurante. Foi com esse fim que o chef acabou de comprar um dos dois prédios que o Mocotó já ocupa, o do salão direito - oposto ao bar. O andar de cima do prédio, antes uma residência, será reformado a partir do "primeiro dia útil de janeiro" para abrigar o Engenho Mocotó. "No dia a dia, o ritmo é tão intenso que é muito desconfortável levar testes para a cozinha do Mocotó. Eles são feitos, é claro, mas sempre com algum transtorno, com um pouco de caos", conta o chef ao Paladar. Quais são os equipamentos dos sonhos que o Engenho Mocotó terá? Estão na ponta da língua de Rodrigo: Pacojet, Gastrovac e Thermomix. Com este última o chef até já "brincou" por uma tarde. "Recebi um para teste e fiz um purê de fava que ficou com uma textura ótima", conta.Mas as máquinas de vanguarda não anulam outros mimos rústicos que ele "deseja tanto quanto": um forno a lenha e uma defumadora de alvenaria "para pendurar uma perna de porco inteira e para fazer bacon".A ideia é ordenar e registrar todos os testes ("nada acadêmicos, mas práticos") com imagens e textos em um site cujo domínio já foi registrado: www.engenhomocoto.com.br. "Acho que em dois meses começamos a produzir. Mas, como a ideia é estar alinhado à cozinha de vanguarda, o Engenho nunca estará pronto", diz.

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