Ator e diretor de teatro morre aos 74 anos em São Paulo

Vítima de câncer, Fernando Peixoto deixa amplo legado

O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2012 | 03h02

Morreu ontem, em São Paulo, aos 74 anos, o ator, tradutor, professor e diretor de teatro Fernando Peixoto. Ele lutava contra um câncer no intestino e estava internado desde dezembro. Engajado, foi membro do comitê central do Partido Comunista do Brasil.

"O Brasil acaba de perder um dos seus maiores pensadores de teatro. As reflexões de Fernando Peixoto sobre o teatro internacional e sua contribuição ao teatro brasileiro na segunda metade do século 20 foram fundamentais", disse, em comunicado, o ministro interino da Cultura, Vitor Ortiz.

Gaúcho, Peixoto iniciou a carreira como ator em Porto Alegre. Em 1963, mudou-se com a mulher, Ítala Nandi, para São Paulo, onde foi um dos principais colaboradores do Teatro Oficina, participando de montagens históricas. Também atuou no Teatro de Arena, no final dos anos 60.

Como diretor, assinou montagens como Calabar, de Ruy Guerra e Chico Buarque. Foi também tradutor, escritor e diretor de ópera respeitado.

No cinema, atuou em vários filmes, entre eles O Beijo da Mulher Aranha, de Hector Babenco. Peixoto será cremado hoje, às 11h, no Cemitério da Vila Alpina.

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