Auditor que decidiu torce para o Botafogo

Depois de muita polêmica, o torcedor declarado do Botafogo e auditor do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) Francisco Müssnich negou ontem efeito suspensivo ao São Paulo pela punição a Jean, Dagoberto e Borges, suspensos por três jogos. Eles estão, portanto, fora do clássico contra o Botafogo, domingo, no Engenhão, e serão julgados novamente na quinta-feira.

SÍLVIO BARSETTI e BRUNO LOUSADA, O Estadao de S.Paulo

20 de novembro de 2009 | 00h00

A escolha de Müssnich para a definição do caso foi justificada pelo presidente em exercício do STJD, Virgílio Val. Em entrevista por telefone ao "Estado", Val explicou que isso se deu pela hierarquia do tribunal.

O presidente Rubens Approbato está afastado, recuperando-se de acidente automobilístico. "Eu passei por cirurgia bucal hoje (ontem) e estou impossibilitado", disse. Acrescentou que o terceiro seria José Mauro Couto, que estava impedido de cumprir a função por ter um filho que trabalha no departamento jurídico do Botafogo.

"Então, determinei que fosse Müssnich, o quarto dessa escala". Val minimizou a paixão clubística de Müssnich. "Claro que cada auditor tem clube. Se isso for levado em consideração, o tribunal não existe mais", comentou.

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