Aumento de comissões da Amazon pode favorecer sites concorrentes

O conflito com a Amazon devido ao aumento nas comissões pode beneficiar o eBay e criar oportunidade para a Wal-Mart Stores e Google, que estão começando a operar nesse mercado.

Reuters

18 de março de 2013 | 10h47

O mercado online operado pela Amazon gera margens de lucro muitas vezes superiores às do varejo tradicional, já que a companhia recebe comissões sobre todas as vendas realizadas pelos comerciantes afiliados ao site, e cobra um adicional para cuidar da logística.

O crescimento desse negócio, que hoje responde por quase 40 por cento do volume de vendas da Amazon, ajudou a produzir recordes de vendas para a companhia.

Mas uma série de aumentos de comissões nos últimos 18 meses irritou muitos dos comerciantes afiliados ao site, e alguns deles ameaçam desertar.

"Se eles aumentarem demais as comissões, alguns dos comerciantes podem decidir que não venderão mais lá", disse Niraj Shah, presidente-executivo da Wayfair, uma cadeia de varejo de mobília que utiliza os mercados online da Amazon, eBay e Wal-Mart, além de sites próprios.

"Isso contraria os planos da Amazon, que são de oferecer a maior seleção possível em seu site", acrescentou Shah. "A vasta maioria dos vendedores da Amazon ficaria perfeitamente satisfeita em participar de qualquer mercado online que ofereça volume significativo".

A Amazon afirma que boa parte dos aumentos nas comissões foi causada por altas de custos, como gasolina. A empresa afirma que também se devem a mudanças para entregar os produtos mais rápido, um esforço de que os vendedores terceirizados se beneficiarão, porque entregas mais rápidas devem resultar em vendas maiores.

Mas os vendedores discordam, e se queixam em fóruns online de que os retornos mais robustos da Amazon se devem em parte à transferência de porção maior dos custos para eles.

"As comissões e o frete estão acabando com as minhas margens", escreveu um desses vendedores em um fórum online no mês passado.

Outro, em agosto, queixou-se das comissões mais altas sobre a venda de acessórios para eletrônicos, em vigor no começo deste ano: "Minha nossa! Digam adeus às boas ofertas de vendedores autônomos na seção de eletrônicos da Amazon".

(Por Alistair Barr)

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