Aumento de queixas provoca fila de 3h30 no Procon-SP

Desde que foi criado, em 1976, o Procon é considerado órgão de excelência na defesa do consumidor, com índice de solução de conflitos de 71% e qualidade reconhecida internacionalmente. O trabalho dos atendentes é elogiável: são educados, prestativos e precisos na análise caso a caso. A eficiência, combinada com a expansão do mercado de consumo no País, porém, começa a produzir efeito imprevisto: em São Paulo, a espera nas filas dos postos de atendimento, como avisam os funcionários logo de cara, não dura menos de 3 horas e meia - e já há quem desista de tentar pouco depois de chegar ao local.A razão é simples: a demanda não pára de subir, enquanto o número de pontos de atendimento e funcionários continua o mesmo. Desde 2000, os atendimentos aumentaram 80%, saltando de 285.227 para 515.681 em 2007. Como o número de funcionários não mudou - 15 atendentes no Poupatempo da Sé, 10 em Santo Amaro e 9 em Itaquera, além de um supervisor para cada posto -, a média de espera subiu.Hoje, o tempo médio é de 3h30 nos horários de pico, entre 9 e 15 horas em dias de semana - em 2005, quando foram atendidas 359.811pessoas, a média era de aproximadamente 1h30. Há dias em que, por causa da demanda, as senhas param de ser distribuídas por volta das 13 horas - o expediente vai até as 19. Cada atendimento dura em média 30 minutos. ?Temos consciência da demanda, reflexo do aumento na capacidade de consumo da população e até da credibilidade do Procon. Para diminuir a espera, já estamos otimizando o atendimento não presencial, para evitar deslocamento do consumidor aos postos?, diz o diretor-executivo do Procon-SP, Roberto Pfeiffer. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

AE, Agencia Estado

28 de abril de 2008 | 09h52

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