Austrália discute caso Rio Tinto com China, mas não obtém avanço

Líderes de China e Austrália discutiram neste sábado a situação do australiano detido na China por suspeita de espionagem industrial, mas não houve um acordo no caso que complicou a relação entre os dois países.

JOHN RUWITCH, REUTERS

24 de outubro de 2009 | 11h36

O premiê australiano Kevin Rudd disse que levantou a questão com o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao durante uma cúpula de líderes asiáticos na Tailândia, expressando preocupação sobre a detenção de Stern Hu, executivo australiano da gigante mineradora Rio Tinto.

Hu e três colegas chineses foram detidos por autoridades da China no começo de julho por suspeita de roubo de segredos de Estado. No mês seguinte, eles foram formalmente acusados por roubarem segredos comerciais.

"Na discussão que eu tive com o premiê Wen, eu indiquei que nós temos assuntos consulares que precisam ser resolvidos entre os nossos ministérios das Relações Exteriores, e isso inclui representantes da companhia australiana Rio Tinto", disse Rudd a jornalistas.

Mas ele afirmou que as relações com Pequim são "fortes e estão em boa forma".

O comércio bilateral entre China e Austrália foi de 53 bilhões de dólares no ano passado, mas o relacionamento entre os dois países piorou depois das prisões, do fracasso da estatal Chinalco em elevar sua participação na Rio Tinto e da concessão de um visto australiano a um ativista uigur exilado.

(Reportagem de John Ruwitch)

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