Austrália duvida que China abra mão de contratos de minério

As siderúrgicas chinesas não devem desistir de seus atuais contratos de longo prazo com produtores de minério de ferro australianos para adotar o mercado à vista, disse na segunda-feira a ministra das Finanças australiana, Lindsay Tanner.

REUTERS

13 Julho 2009 | 12h17

O sistema de contratos referenciais, que tradicionalmente rege os 14 bilhões de dólares em exportações anuais de minério de ferro da Austrália para a China enfrenta um futuro incerto, já que as siderúrgicas chinesas não conseguem fechar os preços com as principais mineradoras.

As empresas anglo-australianas Rio Tinto e BHP Billiton são a segunda e a terceira maiores produtoras de minério de ferro respectivamente, depois da Vale. O minério de ferro constitui a segunda maior exportação da Austrália, atrás do carvão.

"Acho que esse é um cenário improvável porque o importante para países como a China é confiabilidade de oferta, consistência de oferta. Portanto acho improvável que os padrões contratuais vistos no passado desapareçam", disse Tanner.

Executivos da Vale também comentaram em entrevistas recentes considerar que dificilmente a China ficará dependente apenas do mercado à vista, por uma questão de segurança do fornecimento.

(Por Mark Bendeich)

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